"Estudando matemática disciplinei meu pensamento." Evanildo Bechara
Como não fico ensaiando o que vou colocar por aqui, acabo sendo influenciado por frases como a inicial e sigo por um assunto o qual eu queria mesmo explanar ou nada mais que dizer. O assunto talvez seja o próprio criador, ou adaptador, da frase. Um nome que quando li, supostamente pela 1° vez, pareceu-me que já tinha o escutado em algum lugar, provavelmente em aulas de gramática. Li seu nome numa matéria sobre ele na Revista Piauí, n° 57; logo de cara percebi que iria gostar, na verdade, no início bem inicial mesmo, demorei a ler tal matéria – que estava na parte de QUESTÕES VERNÁCULAS – umas duas semanas. E assim, com as expectativas no corpo, gradativamente um pouco diminuídas pelas duas semanas, li, meu primeiro encontro com Evanildo Bechara: ele com seus 80 e poucos anos, e eu com meus dez e tantos anos – quase dezoito, rapaz.
Bechara é lexicógrafo, gramático e filólogo. Seria meio complicado colocar o que tal pessoa é nas suas legendas rápidas de programas como o Roda Viva, por exemplo, em que a objetividade, de quem realmente é aquele que está na telinha, aparece em primeiro lugar pelas legendas do programa. Um "filólogo" jogado ali seria bonito de se ver, pois lembraria Nietzsche para os bons, e para os medianos, tirariam dali um "filósofo", que não deixaria de lado a relevância dada a Evanildo Bechara. Pois ele é muito mais que isso.